domingo, 17 de junho de 2018

AS PANTERAS ESTÃO DE VOLTA, AGORA NOS QUADRINHOS


                Kelly Garret, Sabrina Duncan, Jill Monroe... Elas são bonitas, carismáticas, sexys… E também excelentes ex-policiais e intrépidas detetives! Elas são os anjos de Charlie… Elas são As Panteras! As belas detetives profissionais da agência de investigações Townsend, em Los Angeles, estão de volta, e prontas para detonar os malfeitores que cruzarem seu caminho. Saídas diretamente do famoso seriado de TV dos anos 1970, as Panteras prometem inúmeras e empolgantes novas aventuras em sua série de quadrinhos, cuja primeira edição está chegando neste mês às comic shops dos Estados Unidos, no mais novo lançamento da editora Dynamite Entertainment.
                A licença para produzir quadrinhos baseados no seriado havia sido anunciada pela Dynamite em outubro do ano passado, e a editora só anunciou em março deste ano o time criativo que assumiria a série: os roteiros estão a cargo de John Layman, e os desenhos são de Joe Eisma. A primeira edição terá várias capas, com artes de David Finch, Jimmy Reyes, e Joe Eisma. A nova série de quadrinhos será mensal, ao preço de US$ 3,99. E Eisma promete manter a arte a mais fiel possível em relaçao à fisionomia das atrizes que encarnaram as personagens no seriado de TV.
                "Não poderíamos estar mais empolgados em ter a oportunidade de trabalhar com a equipe da Sony Pictures Television, o principal nome da programação televisiva há décadas", diz Nick Barrucci, CEO e Publisher da Dynamite Entertainment, sobre o projeto. "A equipe da Dynamite cresceu vendo as aventuras desses modelos femininos e estamos orgulhosos de apresentar a próxima série de quadrinhos de As Panteras para toda uma nova geração de fãs!", completou.
                Esta nova série de quadrinhos continua as aventuras mostradas na primeira temporada do seriado, que foi ao ar na rede ABC dos Estados Unidos em setembro de 1976. No elenco, Kate Jackson fazia a líder das Panteras, nome pelo qual o seriado ficou conhecido no Brasil, quando foi exibido inicialmente pela TV Globo. Ao lado de Sabrina Duncan, personagem de Kate, estavam Jaclyn Smith no papel de Kelly Garret, e Farrah Fawcett-Majors como Jill Monroe. As meninas recebiam os trabalhos a serem realizados através de John Bosley (interpretado por David Doyle), que intermediava as ordens do proprietário da agência de detetives, Charles Townsend, um dos pontos misteriosos da série, pois ele raramente aparecia nas cenas das histórias, e quando isso acontecia, ele estava em algum lugar diferente, e seu rosto nunca era mostrado. Nem mesmo as meninas sabiam quem ele era, e só conheciam sua voz, através de um aparelho viva-voz que permitia que elas conversassem com ele, quando discutiam a respeito dos trabalhos que lhes eram incumbidos. Este mistério durou até o final da série, quando as detetives finalmente tiveram a chance de conhecer o seu misterioso patrão, no episódio final, revelando a face do ator John Forsythe.
                O seriado se destacava por mostrar mulheres como protagonistas, e ao contrário dos papéis até então reservados às mulheres, as garotas eram as estrelas totais, mostrando tanta competência, independência e desenvoltura quanto os homens, não sendo garotas indefesas que precisavam ser salvas por alguém. Muito pelo contrário: elas usavam seu charme e demais atributos femininos como trunfos no seu trabalho como detetives, e com muita inteligência e astúcia, descobrir os criminosos nos casos que eram chamadas a resolver,inclusive botando pra quebrar em brigas, quando necessário. Os bons roteiros, aliado ao elegante trio de protagonistas, fez a série alcançar grande sucesso, durante 5 temporadas, e cerca de 110 episódios, terminando em junho de 1981. Mas o sucesso também rendeu alguns problemas durante a produção do seriado.
                O primeiro deles foi com Farrah Fawcett, que na época era casada com Lee Majors, astro da série “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, que acabou deixando a produção ao final da primeira temporada. Em seu lugar entrou Cheryl Ladd interpretando Kris Munroe, prima de Jill, e que ficou até o final da série. Farrah ainda voltaria a aparecer em alguns episódios, reprisando seu papel de Jill. Kate Jackson, que deveria ser a estrela do seriado, pediu as contas ao fim do terceiro ano, ao ver que o estrelato prometido não fora cumprido. Ela foi substituída por Shelley Hack, no papel de Tiffany Welles, que ficou pouco tempo no grupo, sendo substituída então por Tanya Roberts, que interpretava Julie Rogers, no último ano da série. Apenas Jaclyn Smith manteve-se firme no seu papel durantet todo o seriado, ao lado do ator David Doyle e, claro, de John Forsythe, que sempre fez a voz do misterioso Charlie.
                No ano 2000, as Panteras ganharam uma versão para cinema, estreladas por Cameron Diaz, Drew Barrymore, e Lucy Liu, com Bill Murray como Bosley, e John Forsythe reprisando seu papel como Charles Townsend (voz). O filme ganhou uma sequência em 2003. No Brasil, os dois filmes foram lançados em DVD, enquanto a série de TV ganhou apenas um disco lançado no início da década passada contendo apenas 2 episódios da primeira temporada. Exibida pela TV Globo no fim dos anos 1970 e primeira metade dos anos 1980, a série foi reprisada várias vezes na emissora, até ser tirada do ar. Nos anos 1990, o seriado foi reprisado brevemente pela TV Gazeta, e na década passada, pela Rede 21, redublada.
                Ainda nos anos 1970, durante o auge de popularidade do seriado, as Panteras ganharam duas séries de quadrinhos publicadas na Grã-Bretanha. A primeira foi lançada em abril de 1978, na revista Target da editora Polystyle, sendo publicada até outubro de 1979, quando o acordo de publicação das histórias caducou. Esta publicação acabou sucedida por uma segunda série, lançada na revista Junior TV Times Look-in, não durando muito tempo, já que a fama do seriado de TV estava em declínio, o que levou ao seu cancelamento em 1981.
                Depois destas primeiras empreitadas, as Panteras só ganharam mesmo uma nova chance nos quadrinhos agora com a Dynamite Entertainment, que promete manter o espírito original do seriado nas novas aventuras em quadrinhos que estão sendo lançadas na nova série de quadrinhos. É hora, portando, de vermos novamente os anjos de Charlie em ação mais uma vez, mostrando que suas belas panteras não possuem apenas rostos bonitos, mas também muita inteligência, coragem, e determinação para resolverem os mais complicados casos e problemas.




OS PIONEIROS GANHAM LANÇAMENTO EM DVD


                Os amantes nacionais dos antigos seriados não podem reclamar dos lançamentos recentes no mercado de vídeo. Ainda que tais produtos possam não ser exatamente “oficiais”, uma vez que muitas séries tem sido lançadas por produtoras pequenas, e não pelas grandes distribuidoras, que muitas vezes foram também produtoras destes seriados, o fato de estarem sendo lançados em nosso mercado vem atender ao desejo de uma grande parcela de fãs destas velhas produções da TV, que fizeram sucesso em suas respectivas épocas, e tiveram também sorte de serem exibidas na TV brasileira, em uma época onde as programações de nossas emissoras era bem mais atrativa do que é atualmente, e quando os seriados tinham destaque nas grades de exibição, e eram tratados com respeito pelas emissoras, ao contrário do que ocorre atualmente, onde viraram “tapa-buracos” nas programações, na maior parte das vezes, em especial na TV Globo, que quando exibe algo, os coloca nos piores horários possíveis, como no meio da madrugada.
                Dentre estas séries antigas, uma das mais recentes a ganhar lançamento em DVD é “Os Pioneiros”, produção protagonizada por Michael Landon, no papel do chefe de família Charles Ingalls, que junto de sua esposa e filhas, parte para o meio-oeste dos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, em busca de um novo lugar para viver. Após várias viagens e dificuldades, ele e sua família conseguem se estabelecer próximos ao pequeno povoado de Walnut Grove, localizado no Estado de Minnesota, próximo à fronteira com o Canadá. OS PIONEIROS – A PRIMEIRA TEMPORADA COMPLETA, é um lançamento da World Classic, e traz todos os 24 episódios do primeiro ano da série, mais o episódio piloto, em uma bela caixa digistack de 5 discos, ao preço de R$ 99,90, e já está disponível em várias lojas virtuais. Os discos trazem todos os episódios com a dublagem em português original do extinto estúdio Herbert Richers, além da opção de aúdio original em inglês, e legendas em português. Não há nenhum material extra sobre a série, mas a apresentação da caixa é excelente, muito bem feita, um ponto positivo para a World Classic, que pelo menos tem feito um belo trabalho no design do box. A qualidade de imagem e som dos episódios, apesar da compressão de todo o material em 5 discos de camada simples, apresenta algum quadriculamento das imagens em determinados momentos, mas o resultado é bem aceitável.
                O tema central da série era o dia-a-dia da família Ingalls em sua nova morada, enfrentando todos os desafios da vida, e suportando as dificuldades de serem colonos em um local na época ermo dos Estados Unidos. O drama era recorrente em muitos episódios, quando os personagens precisavam lidar com temas complicados, como racismo, discriminação, elitismo, etc, em histórias que sabiam mostrar a importância dos valores familiares e da honestidade e caráter em situações muitas vezes desvantajosas para todos, mas que conseguiam, no final das contas, sobrepujar as dificuldades que surgiam graças ao empenho de todos, e seus esforços, nunca desanimando, mesmo quando tudo parecia terminar mal. Exibida pela rede NBC nos Estados Unidos, a série estreou em setembro de 1974, e se tornou um grande sucesso, encerrando-se apenas em março de 1983, após 9 temporadas, e 204 episódios, além de 4 especiais para TV.
                Com o nome original de “Little House on the Prairie” (Pequena Casa na Pradaria), a série foi a segunda produção de TV de sucesso na carreira do ator Michael Landon, que havia estrelado anteriormente a série Bonanza, no papel de Joe Cartwright, o filho caçula do patriarca da família, Bem Cartwright, nas 14 temporadas do seriado, entre 1959 e 1973. Após interpretar Charles Ingalls em “Os Pioneiros”, nome que a série recebeu no Brasil, Landon ainda interpretou outro personagem que fez bastante sucesso, o de Jonathan Smith, um anjo em missão na Terra, na série “Highway to Heaven”, chamada no Brasil de “O Homem Que Veio do Céu”, durante 5 temporadas, entre 1984 e 1989. O ator faleceu em 1991, aos 55 anos, vítima de um câncer no pâncreas.
                “Os Pioneiros” foi baseado nos livros da série “Little House on the Prairie”, escritos por Laura Ingalls Wilder, que transformou em contos a saga vivida pela sua família na época demonstrada na série. Não por acaso, boa parte dos acontecimentos nos episódios é narrada por ela, em que pese muitas histórias terem tido adaptações livres e nem tão fiéis ao relato dos livros, que por sua vez, também tinham algumas liberdades ficcionais em relação à realidade vivida pela autora, sobre a verdadeira família Ingalls e suas aventuras na colonização de novas terras pelo interior dos Estados Unidos, onde tiveram muito mais dificuldades e problemas na vida real do que as mostradas no seriado. Os dilemas e problemas enfrentados pelos Ingalls na sériee cativaram a audiência na rede NBC, sendo que o personagem de Landon, Charles Ingalls, acabou sendo eleito um dos melhores personagens de séries de TV de todos os tempos, pelas suas qualidades como pai e trabalhador honesto e esforçado, procurando sempre passar bons pensamentos e caráter às pessoas à sua volta, apesar de seus problemas e defeitos, em uma grande interpretação do ator Michael Landon.
                No Brasil, a série foi exibida originalmente na TV Record, entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980, sem contudo apresentar a série na íntegra,sendo exibidas apenas as 5 primeiras temporadas. O seriado foi reprisado várias vezes, até sair da programação da emissora. Os Pioneiros só voltariam à TV brasileira mais recentemente, no início desta década, quando o canal pago TCM passou a reprisar a série, trazendo inclusive a 6ª temporadas no ano passado, exibindo-a dublada em português. Infelizmente, o canal atualmente não exibe mais a série, mas enquanto ela não volta, pelo menos os fãs poderão matar a saudade da família Ingalls com este lançamento da World Classic, e que possam ser lançadas as demais temporadas da série. A esperança é a última que morre, e convenhamos, uma série que faz uma boa exploração dos valores familiares, sem pieguismo e moralidade forçada é mais do que bem-vinda nos dias atuais...



MARVEL INICIARÁ REPUBLICAÇÃO DE CONAN, O BÁRBARO


                Os marvetes fãs da Era Hiboriana podem comemorar: Conan, o Bárbaro, personagem criado em livros pelo escritor Robert E. Howard, ganhou a partir dos anos 1970 uma adaptação em quadrinhos que ganhou muitos fãs, sendo cultuada até hoje, com a produção de diversas histórias que marcaram época para o personagem. Foram centenas de edições produzidas pela “Casa das Idéias”, de 1970 até 2002, ano em que a editora estadunidense decidiu não renovar o contrato dos direitos de publicação em quadrinhos do guerreiro cimeriano, encerrando mais de 3 décadas de trabalho. No ano seguinte, a Dark Horse Comics passou a publicar as histórias em quadrinhos do personagem, com uma frequência um pouco menor do que a vista na Marvel, mas sabendo manter o nível das histórias, de modo a garantir a felicidade dos fãs do guerreiro bárbaro. E, qual não foi a surpresa quando, no início deste ano, a Marvel anunciou que reassumiu os direitos de publicação de quadrinhos de Conan? Sim, o que muitos não acreditavam estava acontecendo: depois de praticamente 15 anos sendo publicado pela Dark Horse, Conan voltará a ser publicado pela Marvel, a partir do próximo ano. E a editora tem grandes planos para o guerreiro cimeriano da Era Hiboriana que ajudou a ganhar fama mundial com suas aventuras na arte sequencial.
                O primeiro resultado a se comemorar desse retorno à “velha casa” acaba de ser anunciado pela editora: as primeiríssimas histórias produzidas pela Marvel com o personagem serão republicadas na íntegra, a partir de 2019. E isso será feito em grande estilo, com a primeira edição de CONAN THE BARBARIAN: THE ORIGINAL MARVEL YEARS OMNIBUS, edição da série “Omnibus” de publicações da Marvel, que reimprime histórias antigas dos personagens da editora. Com os direitos de volta à Marvel, todo este material clássico, produzido há quase 50 anos, será disponibilizado para os leitores, o que deve ser muito comemorado pelos fãs do cimeriano, sejam antigos ou novos. Todas as histórias serão restauradas e remasterizadas na íntegra para este novo lançamento, trazendo em todo o seu esplendor e grandeza as primeiras aventuras de Conan concebidas pela dupla Roy Thomas e Barry Windsor-Smith, e contando também com os talentos de John Jakes, Michael Moorcock, James Cawthorn, Gil Kane e John Buscema, celebradas até hoje por muitos, e que poderão ser apreciadas novamente pela nova geração atual de amantes de quadrinhos, além dos velhos fãs. A edição ainda deverá ter uma nova capa produzida por John Cassaday.
                Com lançamento prometido para janeiro de 2019, mas ainda sem preço definido, esta primeira edição da série Omnibus dedicada a Conan irá compilar o material das edições originais CONAN THE BARBARIAN Nºs 1 a 26, publicadas entre 1970 e 1973, bem como os materiais das edições da revista SAVAGE TALES Nºs 1 e 4, CHAMBER OF DARKNESS Nº 4, e CONAN CLASSIC Nºs 1 a 11. Boa parte deste material já teve sua reimpressão pela própria Dark Horse na década passada, na coleção “Chronicles of Conan”, que aliás a editora está fazendo uma liquidação do restante do seu estoque, onde ainda constam vários volumes. Estas edições lançadas pela Dark Horse, inclusive, serviram de modelo para a Mythos Editora lançar, há alguns anos, as séries “Conan – Edição Histórica”, e “As Crônicas de Conan”, trazendo o mesmo material compilado de suas contrapartes da editora do cavalo negro, e com a mesma qualidade gráfica, com direito a capa dura e papel especial no miolo, para felicidade dos fãs nacionais de Conan.
                A Marvel já declarou que pretende lançar 3 projetos de quadrinhos que serão estrelados pelo bárbaro da Ciméria. Ralph Macchio, em recente entrevista, afirmou que trabalhará como editor consultor para os novos projetos de Conan na Marvel. Mas, enquanto estes novos projetos não tem seus detalhes anunciados, é hora de comemorar o retorno das aventuras clássicas do personagem, e aprovewitar para reviver as primeiras façanhas de Conan em reinos brilhantes de uma era jamais sonhada, onde ele se torna ladrão, matador e uma lenda.
                Enquanto isso, os fãs nacionais de Conan aguardam com ansiedade pela coleção “Espada Selvagem de Conan”, prometida pela editora Salvat, em moldes similares às coleções de graphic novels da Marvel Comics publicadas pela editora. A coleção teve resultados positivos na publicação de teste, e estava com lançamento oficial marcado para o último mês de março, até que seu lançamento acabou adiado para o segundo semestre deste ano. Com o anúncio da coleção Omnibus de Conan pela Marvel em 2019, fica a dúvida se a editora multinacional européia não resolverá fazer uso das versões restauradas da Marvel na composição das edições nacionais da coleção de Conan, que poderão estar com muito melhor qualidade gráfica do que os arquivos originais, mas isto é apenas uma especulação, não havendo nenhuma confirmação de alguma ação neste sentido.
                Fica também a expectativa se a Panini, atual editora Marvel no Brasil, também não lançará este tipo de material por aqui, bem como as novas séries que serão produzidas nos Estados Unidos pela Marvel Comics. Levando-se em conta a fama que Conan já desfrutou por aqui, as chances de a Panini lançar algo são boas, mesmo que o personagem já não seja tão popular quanto antigamente. Mas a esperança é a última que morre, e os fãs e leitores de quadrinhos nos Estados Unidos só terão a ganhar com a republicação das histórias clássicas do guerreiro bárbaro. Portanto, vida longa a Conan! E que Crom tenha piedade de seus inimigos editoriais...