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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

THUNDERBIRDS GANHA BOX EM DVD PELA WORLD CLASSIC


 

Clássica série de Gerry Anderson estrelada por marionetes finalmente está disponível no Brasil

 

Adriano de Avance Moreno


                Que o ano de 2020 tem sido complicado, isso não é novidade para ninguém. E com pandemia ou não, o mercado nacional de vídeo tem enfrentado vários problemas. Enquanto companhias de porte como a Disney decreta de unilateralmente, sem consultar o público, o fim da mídia física nos países da América Latina, algumas empresas nacionais tem tentado aproveitar o momento para apostarem nos colecionadores e fãs para mostrar que o mercado é viável sim, basta tratar o consumidor com mais respeito, e olhe oferecer produtos decentes. Não tem sido uma tarefa fácil, até porque alguns canais de vendas antes muito usados, como as livrarias Saraiva e Cultura, e lojas como Americanas, estão em estado terminal ou simplesmente decidiram renegar a venda de filmes. E, no meio disso tudo, entre os lançamentos que tem valido a pena, a World Classic, que foca em produções antigas, surpreendeu ao lançar Thunderbirds, uma das mais cultuadas séries dos anos 1960 pela primeira vez em um box completo em DVD no mercado nacional, atendendo a um desejo que muitos fãs tinham há anos.

Com o título de THUNDERBIRDS EM AÇÃO – A SÉRIE COMPLETA, a produção criada por Gerry Anderson em 1965 foi lançada este mês pela distribuidora, estando disponível para venda no site da Linestore, no endereço www.linestore.com.br, ao preço original de R$ 179,90, mas estando com preço promocional de R$ 149,90. Trazendo uma bela apresentação física, em formato digibook, com várias imagens ilustrativas dos episódios, os oito discos que compõem o box trazem todos os 32 episódios produzidos da série, com opções de áudio em inglês e português, além de legendas em português. O aúdio dublado em nosso idioma é a redublagem produzida pela Herbert Richers nos anos 1990, quando o seriado foi reprisado na TVS/SBT, mas curiosamente, o episódio piloto do box não traz este áudio, mas uma dublagem realizada pela Mastersound. Os dois últimos episódios também não trazem a dublagem em português, estando disponíveis apenas com o áudio original em inglês, e com opção de legendas em nosso idioma. Os discos ainda trazem alguns extras sobre a série, com os documentários “Fazendo os Thunderbirds” e “O Cérebro Por Trás dos Thunderbirds”, além de uma entrevista com o criador da série, Gerry Anderson.

                Nos anos 1960, Gerry Anderson destacou-se produzindo seriados utilizando bonecos como protagonistas, que eram movidos por um sofisticado sistema de cabos, fazendo seus movimentos. Utilizando um sofisticado sistema eletrônico que deixava as marionetes mais realistas, e com lábios que se mexiam em sincronia com as falas feitas por atores, em um processo que foi apelidado de “supermarionation”. Com este tipo de operação, ele lançara a série “Supercar” em 1960, a primeira produção em que o processo de filmagem em “supermarionation” foi empregado de forma oficial. A série fez algum sucesso, de modo que Gerry conseguiu produzir uma nova série, em tons futuristas, chamada “Fireball XL5” em 1962, utilizando o mesmo esquema. Como também obteve bons resultados com esta nova produção, logo foi desenvolvida uma nova série estrelada por bonecos, “Stingray”, em 1964, que se tornou a primeira série de TV britânica gravada a cores, sendo até então o maior sucesso da carreira de Gerry Anderson.

                Inspirada por um desastre da vida real ocorrido em 1963, em uma mina na Alemanha Ocidental que acabou inundada pelo rompimento de uma barragem de sedimentos, exigindo uma série de procedimentos de resgate para salvar os mineradores que haviam ficado presos, Gerry Anderson compôs a sua mais nova série filmada com supermarionation, “Thunderbirds”, estreando em 1965, narrando as aventuras da organização secreta Resgate Internacional, composta por Jeff Tracy, um ex-astronauta milionário, com a ajuda de seus filhos, que promoviam ações de salvamento e resgate por todo o mundo, utilizando equipamentos e veículos da mais alta tecnologia, quando os serviços de resgate convencionais não tinham condições de dar conta do recado.


     Com episódios mais desenvolvidos, contando com cerca de 50 minutos de duração, contra os 25 minutos de suas produções anteriores, Thunderbirds foi um grande sucesso, tanto na Grâ-Bretanha quanto em diversos outros países onde foi exibido, inclusive no Brasil. A duração de tempo maior de cada episódio permitia que as aventuras não ficassem concentradas apenas em cenas de ação das operações de salvamento, mas também em assuntos secundários, que ajudavam a desenvolver melhor os personagens, tornando as histórias mais densas e sofisticadas, como nos enredos que envolviam espionagem e sabotagens. A primeira temporada contou com 26 episódios, e uma segunda temporada chegou a começar a ser produzida, mas sendo interrompida após 6 novos episódios, devido ao fato de não terem conseguido vender a série para nenhuma emissora de TV nos Estados Unidos, o maior mercado mundial de televisão. Lew Grade, diretor da APF Productions, que produzia a série, afirmou que sem conseguir promover a série no mercado norte-americano, não haveria como bancar os custos totais de produção do seriado, apesar do seu sucesso em outros países. Para se ter uma idéia, cada episódio contava com um orçamento de cerca de 38 mil libras, algo equivalente a mais de 700 mil libras atualmente. Isso tornava Thunderbirds a produção mais demorada da empresa, devido ao procedimento de filmagem com as marionetes, que levavam cerca de 15 dias para conseguir produzir dois episódios, mas também uma das séries mais caras produzidas até então na Inglaterra. Dois filmes ainda foram produzidos, mas infelizmente, eles fracassaram nas bilheterias, o que ajudou a cancelar de vez o programa, apesar do sucesso de sua exibição em diversos países. Gerry Anderson partiria então para a criação de uma nova série, “Capitão Escalarte e os Mysterions”, produzida com o mesmo esquema em supermarionation, mas que apesar de ter feito sua fama, não conseguiu alcançar o mesmo sucesso obtido por Thunderbirds, que ganhou muitos produtos licenciados, como brinquedos, e até séries de quadrinhos, trazendo novas aventuras da família Tracy.


 


        A história da série se passa no ano de 2065. Jeff Tracy, um ex-astronauta aposentado, usou sua vasta fortuna para criar o Resgate Internacional, uma organização cuja localização de sua base é secreta, com o objetivo de auxiliar a humanidade em seus momentos de necessidade, em especial grandes desastres e situações de perigo, após perder sua esposa em um acidente, onde ela não pode ser socorrida em tempo hábil. Utilizando veículos especiais construídos com a mais alta tecnologia, denominados Thunderbirds, assim como equipamentos projetados especialmente para situações de emergência e perigos diversos, eles entram em ação para efetuarem auxílios no mundo inteiro, quando as forças e autoridades locais não tem condições de darem respostas ágeis para solucionar os problemas que se apresentam. Para auxiliá-lo nessa empreitada, Jeff conta com seus cinco filhos adultos, Scott, Virgil, Alan, Gordon, e John, que conduzindo os possantes veículos e seus demais equipamentos, empreendem as mais ousadas e desafiadoras operações de salvamento e resgate não apenas no mundo inteiro, mas também no espaço, quando solicitados.

De sua residência, em uma ilha paradisíaca no Oceano Pacífico, de onde partem os Thunderbirds, Jeff comanda à distância as operações, auxiliado sempre que necessário por Brains, um exímio cientista e engenheiro, que projetou não apenas os fantásticos Thunderbirds como os demais equipamentos utilizados pelos rapazes em suas missões de salvamento. Quando a situação envolve outras áreas, necessitando de ações especiais, ele pode contar também com Lady Penélope Creighton-Ward, uma aristocrata britânica e agente especial que vive em Londres, na Inglaterra, e está sempre pronta para auxiliar o Resgate Internacional, ao lado de seu mordomo e motorista Aloysius Parker nas mais variadas missões, utilizando na maioria das vezes um Rolls-Royce rosa de seis rodas modificado e equipado com vários instrumentos denominado Fab-1. Durante as aventuras, muitas situações de perigo foram enfrentadas pelos membros do Resgate Internacional, na luta para salvar vidas colocadas em perigo pelos mais variados problemas. E em alguns momentos, eles também acabaram tendo de lidar com problemas como espionagem e intrigas internacionais, sendo que em certas ocasiões, o alvo era a própria organização do Resgate Internacional, já que a tecnologia superavançada dos Thunderbirds é alvo de pessoas de caráter duvidoso, que tem como objetivo obtê-la para propósitos não muito nobres, motivo pelo qual Jeff Tracy e sua família mantém o maior sigilo sobre suas operações de resgate e salvamento, a fim que seus veículos e equipamentos não sejam utilizados para fins malignos por terceiros. Isso acabava motivando a “criação” de desastres que colocavam muitas pessoas em perigo, realizados com o objetivo de atrair o Resgate Internacional para a realização do salvamento, e conseguir se apossar de seus equipamentos. Não foram poucas as tentativas, as quais só aumentavam o nível de perigo enfrentado pelos heróis.

 



Em especial as tentativas feitas por Hood, um vilão asiático que tencionava obter a avançada tecnologia do Resgate Internacional, e planejou diversos desastres com esta intenção, procurando manipular os acontecimentos a seu favor. Curiosamente, o meio-irmão de Hood, Kirano, trabalha para a família Tracy em sua ilha-base, junto com sua filha Tin-Tin, que atua como secretária de Jeff Tracy, e é namorada de seu filho Alan. Possuidor de misteriosas habilidades psíquicas, Hood já tentou controlar secretamente seu irmão para ajudá-lo em suas investidas contra o Resgate Internacional, mas felizmente seus esforços não obtiveram o êxito que ele esperava.

Um detalhe interessante é que os nomes dos filhos de Jeff Tracy foram inspirados nos nomes dos astronautas do projeto Mercury da NASA, a saber: Scott Carpenter, Virgil Grissom, Alan Shepard, Gordon Cooper e John Glenn. E os rostos dos bonecos dos personagens da família Tracy também foram inspirados em artistas famosos da época. Jeff Tracy recebeu os traços de Lorne Greene, ator conhecido por ser o patriarca da série de faroeste Bonanza. Alan teve as feições de Robert Reed; Scott foi baseado no ator Sean Connery; e John, um misto do cantor Adam Faith e do astro Charlton Heston.

                A série se tornou a produção mais famosa de Gerry Anderson, sendo exportada para vários países. No Brasil, ela estreou ainda em 1967, sendo exibida pela TV Record, com dublagem do estúdio Cinecastro. Posteriormente, ela ganharia reprises na TV Tupi, e novamente pela TV Record, ainda nos anos 1970, com outra passagem pela Tupi. No fim dos anos 1980, a série foi exibida pela TV Búzios, do Rio de Janeiro, e em 1995, seria apresentada pela TVS/SBT, agora com uma nova dublagem, feita nos estúdios da Herbert Richers. Em 2004, Thunderbirds ganharia um filme para cinema que acabou não sendo muito bem-sucedido, trocando as tradicionais marionetes por atores reais. Já em 2016, uma nova série, feita em computação gráfica, atualizando o visual dos conhecidos bonecos acabou sendo produzida na Inglaterra, com três temporadas, e 78 episódios. Esta nova produção chegou a ser exibida no canal pago Gloob há alguns anos atrás.


                Este não é o primeiro lançamento de Thunderbirds no mercado de vídeo nacional. Nos tempos do VHS, a série já tinha ganho alguns volumes, mas com poucos episódios disponíveis ao público. Na década passada, os filmes da série, produzidos após a série de TV, ganharam seu primeiro lançamento em DVD, pela Fox Home Vídeo, que trouxe em uma caixa as produções “Thunderbirds em Ação” e “Thunderbird 6”, mas a distribuidora nunca lançou um box com os episódios da série de TV, mesmo na época onde o lançamento de seriados antigos em caixas de discos tinha virado a febre do mercado nacional de vídeo, com diversas produções clássicas ganhando este tipo de lançamento. Algum tempo depois, a Continental, uma empresa obscura de home vídeo, acabou por fazer isso, lançando duas caixas com oito discos no total.

                Mais recente, a Mixx Filmes lançou parte da série de TV em dois boxes que apresentavam excelente encarte físico, mas que foram difíceis de serem encontrados pelos fãs, tendo sido restritos a poucas lojas e pontos de vendas. Imaginava-se que a empresa iria lançar toda a série, o que acabou não acontecendo. Mas felizmente, para alegria dos fãs do Resgate Internacional e suas possantes máquinas Thunderbirds, toda a série está agora disponível neste box lançado pela World Classic. E, pelo menos, a qualidade de som e imagem dos episódios está muito boa, lembrando que alguns lançamentos de séries antigas feitas pela distribuidora não contavam com uma boa qualidade de imagem ou som. Ao menos aqui, os fãs poderão ver e/ou rever a série com muita satisfação, além de proporcionar a muitos que nunca tiveram a chance de assistir ao seriado de finalmente conhece-lo. Um grande lançamento da World Classic, que ajuda a resgatar para as gerações atuais esta série clássica de aventura produzida nos anos 1960, e que possui seu charme próprio por ser estrelada por marionetes. Um charme que foi revisitado quando os criadores da série South Park resolveram produzir na década passada o filme “Team America”, uma paródia sobre o vigilantismo dos Estados Unidos no mundo, após os atentados ocorridos no dia 11 de setembro, com os personagens do filme feitos com o sistema supermarionation, igualzinho às produções clássicas de Gerry Anderson.

                E, em um mundo com muitos acontecimentos catastróficos ocorridos recentemente, a ação de um grupo de resgate como os Thunderbirds é mais do que necessário. Portanto, boa hora para se poder rever esta série em vídeo.

 

AS MÁQUINAS THUNDERBIRDS E SEUS OPERADORES


 

     Logo na abertura do seriado, as máquinas Thunderbirds são apresentadas em ritmo de contagem regressiva, antes de surgir o logo da série, vindo a seguir a relação dos operadores de cada uma delas dentre os filhos do patriarca da família Tracy. São elas:

 

# Thunderbird 1: Um avião-foguete hipersônico usado para providenciar uma resposta rápida e efetuar reconhecimento da zona de desastre, além de tomar algumas medidas urgentes que possam ser necessárias. Pilotado por Scott Tracy, que atua como coordenador de resgate do IR. O Thunderbird 1 pode alcançar velocidade de até 12 mil km/h, permitindo-o chegar rapidamente até o local do desastre, e iniciar o planejamento das ações assim que os equipamentos necessários chegarem ao lugar.

# Thunderbird 2: Um avião de carga supersônico, que tem a função de transportar containers destacáveis, carregados com veículos e equipamentos de resgate diversos que são selecionados conforme a natureza da operação a ser realizada. Pilotado por Virgil Tracy, contando muitas vezes com a ajuda de Gordon, dependendo dos trabalhos a serem desenvolvidos na operação de resgate.

# Thunderbird 3: Uma nave espacial de estágio único, que além de realizar missões no espaço, também faz o transporte para estação especial Thunderbird 5, em órbita do nosso planeta. Pilotado alternadamente por Alan Tracy e John, com Scott como co-piloto, conforme a necessidade.

# Thunderbird 4: Um veículo submersível, pronto para efetuar as mais diversas operações e resgates debaixo d’água, quando necessários. Pilotado por Gordon Tracy, e geralmente lançado a partir do Thunderbird 2. É o menor veículo dentre as máquinas Thunderbirds do Resgate internacional.

# Thunderbird 5: Diferente das demais máquinas Thunderbirds, esta não é um veículo, mas uma estação espacial, situada em órbita de nosso planeta, onde são transmitidas e monitoradas chamadas de socorro de todo o mundo. Costuma ser tripulada alternadamente por John Tracy e Alan Tracy, que atuam como monitores da estação em seus respectivos turnos.





 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

TÚNEL DO TEMPO - CHiP’s CHEGA AO DVD NO SEU ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS


            Depois de um longo tempo, volto a trazer um de meus antigos textos aqui no blog. No caso deste, que foi publicado no segundo semestre de 2007, e o assunto era o lançamento no mercado de vídeo nacional de uma série muito famosa no início dos anos 1980: ChiP’s, que mostravam as aventuras de uma dupla de policiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia, em uma caixa de DVDs trazendo a primeira temporada do seriado. Em um bom momento no mercado de vídeo nacional, as distribuidoras trouxeram vários bons lançamentos para o público consumidor, que deixou muita saudade daqueles dias, onde sempre esperávamos qual seria a próxima surpresa que teríamos, ficando sempre na expectativa de qual nova série teríamos enfim a chance de conhecer e/ou rever. Curtam o texto, e boa leitura...

 
CHiP’s CHEGA AO DVD NO SEU ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS

Adriano de Avance Moreno
 
            O mercado de boxes de DVDs no Brasil anda meio morno ultimamente. Embora o número de lançamentos seja satisfatório, a maioria das distribuidoras parece andar em marcha lenta nos últimos meses, tendo lançado poucas opções para o crescente público deste tipo de material no país. Se por um lado isso é bom, pois ajuda a não saturar o mercado, por outro lado, torna o atraso de lançamento de certas séries por aqui ainda mais penoso para os fãs, especialmente quando estes sabem que seu lançamento há tanto tempo aguardado já saiu há tempos no mercado americano, enquanto por aqui não há previsão de seu lançamento.
            Felizmente, há exceções, e uma delas ocorreu neste mês de setembro passado, quando aproveitando o aniversário de 30 anos de lançamento da série, ela enfim ganha o seu merecido box de DVDs no mercado nacional. A série em questão é “Califórnia Highway Patrol” (Patrulha Rodoviária da Califórnia), mais conhecida como “CHiP’s”, estrelada pela mais famosa dupla de policiais das auto-estradas californianas, Frank Poncherello e John Baker. O lançamento é da Warner Home Vídeo, e merece elogios, por trazer ao mercado de vídeo uma das mais famosas séries policias do fim dos anos 1970 e início dos anos 1980. O melhor de tudo é que os episódios trazem a dublagem original da série, feita nos estúdios da BKS, uma preciosidade para muitos fãs, além de alguns extras interessantes que o público fã do seriado deverá apreciar. O box tem preço de R$ 119,90, e quem comprou no período de pré-venda, ganhou de brinde um par de óculos igual ao usado pelos patrulheiros na série.
            A série estreou na Tv NBC em 15 de setembro de 1977 nos Estados Unidos, no horário das 20 horas, às quintas-feiras. Com o avançar das temporadas, a série experimentou algumas mudanças de dia e horário, como o sábado e o domingo, mas sempre sendo exibida, em sua maior parte, às 20 horas. Criada por Rick Rosner, e produzida pela MGM, CHiP’s não demorou a fazer sucesso na TV americana, apesar de, inicialmente, ser apenas mais uma série policial entre tantas do gênero que haviam sido produzidas na década de 1970. Mas, diferente destas, onde era mostrado o serviço policial dentro das cidades, a nova série inovava por fixar o foco nas rodovias da região de Los Angeles, deslocando o local da ação da série, com bom destaque para as perseguições policiais dos patrulheiros em alta velocidade.
Larry Wilcox, Erik Estrada, e Robert Pine (sentado), os personagens principais da série.
A série, aliás, também diferenciava-se das demais produções policiais por não fazer uso da violência no cumprimento do dever, como era praxe na grande maioria dos seriados policiais da época. Tanto é que, embora os policiais sempre apareçam armados (é parte do uniforme padrão), raríssimas vezes a arma foi sacada para finalidade de atirar. A série ganhou vários elogios das autoridades, por mostrarem seus protagonistas como pessoas de caráter e atitudes positivas, mostrando-os como pessoas iguais a qualquer outras, que tinham um serviço, vidas pessoais e planos de vida e romances, o que ajudou a popularizar e melhorar a reputação dos verdadeiros policiais rodoviários.
            Estrelada pela dupla Larry Wilcox e Erik Estrada nos papéis principais dos patrulheiros John Baker e Frank “Ponch” Poncherello, não demorou para os dois virarem celebridades com o sucesso de CHiP’s em diversos países, nos quais a série foi exibida, incluído o nosso.
            Estreando no Brasil ainda em 1977 pela saudosa TV Tupi, CHiP’s permaneceu na emissora até o seu fechamento em 1980, tendo sido exibida, então, pela Record aos domingos à noite, que exibiu todo o restante da série. Um ponto que marcou o seriado no Brasil foi o grande número de produtos licenciados, abrindo um novo filão a ser explorado pelos seriados desde então, que foi o licenciamento de brinquedos e outros produtos aproveitando o sucesso do seriado. Como não havia violência na série, as crianças adoravam os personagens, daí a razão do grande sucesso dos brinquedos lançados com a marca. O sucesso deu direito até dos brasileiros verem um dos artistas da série por aqui, quando o ator Larry Wilcox, devidamente caracterizado como seu personagem, apareceu no Programa Silvio Santos, e chegou a agradecer, em português, aos fãs brasileiros, pela fama da série em nosso país. A Glasslite, na época, lançou diversos brinquedos, faturando alto com os patrulheiros mais badalados do pedaço.
            O sucesso da série, contudo, rendeu bons e maus momentos. O sucesso começou a subir à cabeça de Erik Estrada, que começou a ter suas crises de estrelismos. Basicamente, o comportamento rebelde de seu personagem começava a contaminar o intérprete, da mesma forma que Wilcox passou a ser o “comportado” do elenco, a exemplo do que seu personagem fazia, tendo de segurar a barra nas confusões do parceiro.
            Ao fim da 5ª temporada da série, Larry Wilcox decidiu pendurar o capacete e sair da produção. As desavenças com Erik Estrada, além do estrelismo deste, fez o intérprete de John perceber que não estava ganhando o suficiente para aquilo. Ao estrear a 6ª temporada, todo mundo ficou surpreso ao ver que a dupla estava realmente desfeita. A única menção do antigo parceiro ocorreu no primeiro episódio, quando aparece uma foto de John, onde é mencionado que ele pediu licença para ajudar um parente em uma fazenda no interior do país. Assim, Ponch ganhou um novo parceiro, o patrulheiro Bobby Nelson, interpretado por Tom Reily. Mas não demorou para Estrada também se indispor com o novo companheiro, e assim ele ganhou o jovem Bruce Nelson, interpretado por Bruce Penhall, como parceiro e oficial em formação. Ao fim da 6ª temporada, porém, o carisma do seriado havia se diluído, e em 17 de julho de 1983, após 139 episódios, CHiP’s chegava ao seu fim.
            O 5° ano também ficou marcado pela ausência de Estrada em alguns episódios, devido às disputas contratuais para continuar na série, o que levou John a ter como parceiro o oficial Steve McLeish, interpretado por Bruce Jenner, nestes episódios. Mas o clima entre Estrada e Wilcox foi piorando ainda mais, e este sentiu-se preterido na série quando Estrada chegou a ganhar um Rolls-Royce dos produtores. Àquela altura, ambos os atores ganhavam praticamente o mesmo salário, cerca de 25 mil dólares por episódio, mas os mimos de Estrada começavam a sair do controle cada vez mais, sem chance de volta, o que se confirmou na nova temporada, sem Wilcox, e com Estrada como estrela única da série.
            A Record chegou a exibir esta 6ª e última temporada, e a reprisou por um curto período, quando saiu da programação da emissora. Após isso, o seriado ainda foi exibido na TV Bandeirantes e posteriormente pela Manchete, até o início da década de 1990, quando sumiram da programação nacional aberta. Atualmente, o seriado é apresentado pelo canal pago TCM, com sua dublagem original.
            Em 1998, foi feito um filme para Tv reunindo o elenco do seriado. O telefilme, chamado de “CHiP’s 99”, além de resgatar para os fãs os personagens da série, anos depois, também foi uma maneira de fazer Erik Estrada e Larry Wilcox finalmente se reconciliarem, após os desentendimentos que forçaram a ruptura da dupla, quase 20 anos antes. Neste filme, Ponch retorna à Patrulha Rodoviária por um breve período, após mudar de vida. Ao chegar no antigo local de trabalho, o reencontro com os velhos companheiros é comovente. John agora é Capitão da CHP, Getraer é Comissário de Polícia, Grossman é detetive, e seu antigo pupilo Bruce Nelson acaba de ser promovido a sargento. Só Barizca ainda mantém a posição de patrulheiro. John está casado, e Ponch, para surpresa de muitos, agora é pai de um garoto, de um romance ligeiro dos velhos tempos de Frank, que infelizmente não viveu muito devido a uma doença.
            O filme é razoável, mas o mote da ação é o batido tema de roubos de carros, coincidentemente o mesmo do episódio piloto da série em 1977. Ponch, apesar da idade, continua propenso a se meter em confusões, e logo de cara já recebe uma multa de um policial novato. Vale mais pelo saudosismo do que pela história em si, que poderia ter aproveitado o clima dos dias atuais para mostrar como a velha dupla reagiria no cumprimento de seu dever, uma vez que os tempos atuais, em termos de séries policiais, estão bem violentos em alguns setores. Este filme foi lançado em VHS pela Warner no mercado nacional e já exibido pela TVS/Sbt diversas vezes.
            O box da Warner é praticamente idêntico ao americano, com o lado positivo de se ter a dublagem em português original da BKS, à exceção de um episódio que foi redublado na Herbert Richers. De extras, comentários de Ponch “em pessoa” em diversos dos episódios, com Erik Estrada, além do documentário “A Resistência do Harlem Hispânico”, que devem dar algum alento aos fãs da série. Vale lembrar que, como se trata de um seriado antigo, torna-se mais difícil obter bons materiais “extras”, uma vez que, na época da produção do seriado, o videocasssete ainda estava por nascer, e ninguém poderia imaginar o que seria o DVD. De qualquer maneira, é um lançamento imperdível para quem curte as boas séries de antigamente. CHiP’s pode parecer ingênuo e até bobo para os dias atuais, mas marcou uma época onde pelo menos a polícia impunha respeito apenas com sua presença, sendo respeitada, e não se valia da violência gratuita que transborda, lamentavelmente, nos noticiários e séries policiais de hoje. Algo que ninguém precisa se envergonhar de ter saudade...
            E, claro, CHiP’s não poderia ficar de fora da onda de remakes feitos pelo cinema hoje em dia. Para 2009, deve estrear uma produção baseada na série, que já teria Wilmer Valderrama confirmado no papel de Ponch. Maiores informações até o momento não foram divulgadas, mas a julgar pela onda das últimas adaptações de seriados e seus resultados em grande parte decepcionantes, os fãs podem ficar preocupados de como será a interpretação de seu seriado favorito na tela grande. É esperar para ver.

A DUBLAGEM DA SÉRIE

            CHiP’s foi dublada no estúdio paulista da BKS, que fez um bom trabalho na escolha de vozes. Confira abaixo os dubladores e seus personagens:


Frank “Ponch” Poncherello: Ricardo Marigo
John Baker: Hamilton Ricardo (2ª à 5ª temporada)
Bruce Nelson: José Parisi Jr. (6ª temporada)
Sargento Joseph Getraer: Ismael Vieira (1ª e 2ª temporadas), e Carlos Campanille (da 2ª à 6ª temporada)
Arthur Grossmann: Waldir Oliveira
Bonnie Clark: Márcia Gomes
Harlan: Eleu Salvador

Já o telefilme "CHiP’s 99" foi lançado em VHS legendado pela Warner Home Vídeo, mas já foi exibido diversas vezes pelo SBT, dublado. A dublagem deste filme foi feita no estúdio carioca Som de Vera Cruz, que escalou um novo elenco de vozes para os personagens, à exceção de Hamilton Ricardo, que repetiu sua performance como John Jon Baker. Confira a relação de dublagem do filme:

Capitão John Baker: Hamilton Ricardo
Frank Poncherello: Alfredo Martins
Comissário Joe Getraer: Jorge Ramos
Detetive Grossman: Newton Martins
Patrulheiro Barry Baricza: Pietro Mario
Peter Roulette: Ettori Zuim
Sargento McFall: Cristiano Torreão

FICHA TÉCNICA

Criador: Rick Rosner
Produtores Executivos: Rick Rosner, Cy Chermak
Supervisor de Produção: Paul Mason
Produtores: Rick Rosner, Cy Chermak, Ric Randall, William D. Gordon, James Doherty
Diretores: Michael Caffey, Bruce Kessler, Earl Bellamy, Phil Bondelli, Leslie H Martinson, Chuck Bail, Barry Crane, Robert Pine, John Astin, Richard Colla, Richard Irving, Winrich Kolbe, Nicholas Sgarro, Paul Krasney, Christian I Nyby II, Edward Abroms, Georg Fenady, John Florea, Don McDougall, Larry Wilcox, Don Weis, Gordon Hessler.
Música: Billy May, John Parker, Mike Post, Pete Carpenter, Alan Silvestri, Luchi DeJesus
Tema de "CHiPs": John Parker
Supervisão de Música: Harry Lojewski

ELENCO

Larry Wilcox: Patrulheiro Johnatan Baker (1977-1982)
Erik Estrada: Patrulheiro Frank "Ponch" Poncherello (1977-1983)
Robert Pine: Sargento Joseph Getraer (1977-1983)
Lew Saunders: Patrulheiro Gene Fritz (1977-1981)
Brodie Greer: Patrulheiro Barry Baricza (1977-1982)
Brianne Leary: Patrulheira Sindy Cahill (1978-1979)
Lou Wagner: Harlan Arliss, Mecânico (1978-1983)
Paul Linke: Patrulheiro Artie Grossman (1978-1983)
Randi Oakes: Patrulheira Bonnie Clark (1979-1982)
Michael Dorn: Patrulheiro Jebediah Turner (1980-1982)
Tom Reilly: Patrulheiro Bobby Nelson (1982-1983)
Tina Gayle: Patrulheira Kathy Linahan (1982-1983)
Bruce Penhall: Patrulheiro Bruce Nelson (1982-1983)
Clarence Gilyard, Jr.: Patrulheiro Benjamin Webster (1982-1983

CURIOSIDADES SOBRE A SÉRIE

- Durante seus 139 episódios, um total de 19 pessoas “morreram” nas aventuras vividas pelos patrulheiros rodoviários. A maioria das mortes aconteceram em acidentes de carros. Apenas um personagem morreu em conseqüência de tiro de arma de fogo. O “recorde” de mortes foi no episódio “Mait Team”, onde 11 pessoas morreram em decorrência de um acidente.

- Em outubro de 1981, o elenco da série, durante uma pausa das filmagens, fez doação de sangue para dois patrulheiros rodoviários de verdade da Califórnia que haviam sido feridos por tiros. Um dos oficiais sobreviveu, mas o outro faleceu.

- Os patrulheiros de motos do CHP raramente trabalham em duplas no patrulhamento. No início da série, a parceria entre John e Ponch era explicada pelo fato de Frank ser novato na instituição (inclusive, no episódio piloto, ele completa seu estágio probatório, mas não sem ter de levar algumas duras do Sargento Getraer), e John servia como seu instrutor no serviço.

- O personagem Ponch foi concebido originalmente como sendo italiano, mas com a opção de Erik Estrada pelo papel, o personagem foi mudado para hispânico-americano.

- Erik Estrada e Larry Wilcox apareceram como seus personagens na série CHiP’s no filme “Máquina Quase Mortífera 1”, durante um tiroteio nos corredores de um hotel, onde os personagens de Emílio Estevez e Samuel L. Jackson lhes perguntam se aquele era o tiroteio que procuravam. Curiosamente, eles estão com suas motos de patrulha (?) no corredor do hotel...

- Erik Estrada não tinha nenhuma experiência com motocicletas quando foi contratado para o elenco da série. A solução foi fazer um curso intensivo de oito semanas, onde ele aprendeu como pilotar motos. Mesmo assim, o ator revelou, tempos depois, que durante o tempo em que trabalhou na série, não tinha licença para dirigir motos. Só recentemente o ator conseguiu tirar esta licença, após várias tentativas.

- Apesar do uso regular de dublês nas cenas perigosas, Larry Wilcox e Erik Estrada diversas vezes protagonizaram eles mesmos as cenas de acidentes e de perigo. Mas, enquanto Wilcox escapou ileso das ousadias, Estrada não teve a mesma sorte, e se machucou diversas vezes.
- Dos atores secundários da série, dois deles ganharam destaque em séries posteriores. Michael Dorn, que fez o patrulheiro Jeb Turner, faria o papel do klingon Worf em “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração”, e posteriormente, em “Jornada nas Estrelas – Deep Space Nine”, além dos filmes da franquia no cinema. Já Clarence Gilyard Jr. seria parceiro de Chuck Norris na série “Walker, Texas Ranger”.

- Erik Estrada feriu-se gravemente durante as filmagens em agosto de 1979, ao sofrer um acidente de moto. O ator chegou a passar 5 dias em coma, mas conseguiu se recuperar e retornou à série. O acidente ajudou a aumentar o interesse do público pela série, pois todos queriam ver quem era o personagem cujo ator quase havia morrido.


- No seriado, o personagem de Larry Wilcox é mencionado como tendo participado da Guerra do Vietnã. Na vida real, Wilcox serviu por 13 meses como artilheiro da Marinha americana. Outra coincidência entre o personagem e seu intérprete é que, na justificativa para a ausência de John no 6° ano é mencionado que ele se licenciou para ajudar seu tio que estava em dificuldades em sua fazenda; Wilcox cresceu em um rancho no Wyoming, pertencente ao seu avô.

- Nas filmagens de ação em rodovias, a produção recorria sempre a trechos de estradas semi-acabados e construídos que ainda não haviam sido liberados ao público, na região do Vale de San Fernando, na Califórnia. Quando o trecho finalmente era liberado para o tráfego, era necessário encontrar outros locais, por isso a produção estava sempre atenta às possibilidades de filmagens nas obras realizadas nas redondezas, mudando para novos locais sempre que um deles esgotava sua oportunidade de utilização, ou aproveitando para filmar em mais de um local, sempre que havia chance. Há quem afirme que a série teria acabado por “não haver mais onde filmar” em estradas na região, o que não passa de mais um boato sobre os bastidores da série.

- As motos utilizadas no seriado eram Kawasaki, enquanto os rádios dos policiais eram da Motorola. Não era difícil ver os logotipos dos equipamentos. Merchandising muito oportuno para as duas marcas, que embarcaram no sucesso do seriado...
- Na mesma época da produção de CHiP’s, Rick Rosner tentou emplacar um outro seriado policial, desta vez tendo como foco uma equipe especializada em resgates. A série, 240-Robert, estreou em 1979 na rede ABC. Mas, ao contrário da produção com os patrulheiros rodoviários, o seriado da equipe de resgate durou apenas 16 episódios, com pouco mais de uma temporada, sendo cancelado devido à baixa audiência. Esta série já foi exibida no Brasil na década de 1980.

- Alguém sabe quem foi o personagem que apareceu em maior número de episódios em CHiP’s? Pois podem acreditar: NÃO FOI Erik Estrada. O ator não participou de 5 episódios do 5° ano enquanto renegociava seu contrato na série. E Larry Wilcox não participou da última temporada. Os demais personagens secundários, apesar de aparecerem frequentemente, estão fora do páreo. Quem sobra? Justamente ele, o Sargento Joe Getraer, interpretado por Robert Pine: ele apareceu em todos os 139 episódios da série, pra não mencionar que também esteve presente no telefilme CHiP’s 99...
Muitos anos depois do fim da série, Larry Wilcox e Erik Estrada finalmente se reconciliaram, depois dos desentendimentos que tiveram por causa dos estrelismos de Estrada com o decorrer da fama do seriado.

ATUALIZANDO: A Warner, dona dos direitos do seriado, chegou a lançar no Brasil a segunda temporada da série, e acabou ficando apenas nisso, para desilusão dos fãs e dos consumidores nacionais, que nunca viram por aqui as demais temporadas de CHiP’s. O filme CHiP’s 99 ainda acabou saindo em VHS por aqui, e só. Mas não foram apenas os fãs brasileiros que ficaram desiludidos: nos Estados Unidos, a Warner também havia parado de lançar a série depois de disponibilizar as duas primeiras temporadas, que saíram da mesma maneira que aqui, mas Larry Wilcox, um dos protagonistas da série, mobilizou os fãs norte-americanos, que pressionaram a Warner, fazendo inúmeros pedidos, até que a empresa acabou disponibilizando as temporadas restantes, algo que infelizmente não ocorreu no Brasil, onde ficamos com a coleção incompleta até hoje. Quanto ao filme para cinema anunciado na matéria, cujos trabalhos ainda estavam se desenvolvendo, nunca saiu do papel, mas a há alguns anos atrás a produção finalmente se realizou, mas desvirtuando completamente o espírito da série, no que foi odiado pelos velhos fãs, e teve reprovação do próprio Larry Wilcox, para quem os produtores nunca entenderam o espírito do seriado.

CHiP's finalmente ganhou um filme para cinema, mas o resultado foi desastroso, e foi reprovado pelos fãs do seriado, que detestaram as alterações feitas nos personagens, e no espírito da série, que não foi respeitada pela produção na tela grande.